A luta por contratos coletivos entre médicos e operadoras de
saúde será uma das principais bandeiras do movimento médico da
Comissão Nacional de Saúde Suplementar (CONSU). Em sua primeira
reunião do ano, realizada nesta quinta-feira (12), em Brasília, a
Comissão debateu que pontos irá reivindicar e defender junto à
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na busca de uma
relação contratual mais justa e equilibrada entre profissionais e
operadoras de planos de saúde.
“Não existe hoje um contrato regular entre médicos e
operadoras de planos de saúde e isso é um absurdo. Com o
reconhecimento do CADE (Conselho Administrativo de Defesa
Econômica) de que o contrato coletivo é uma ferramenta válida
também para as relações entre médicos e operadoras, nós vamos
discutir, junto à ANS e com a participação das operadoras e das
entidades médicas, a elaboração desse contrato. Isso dará mais
segurança aos médicos e melhores condições de atendimento aos
usuários”, destaca o secretário de comunicação da FENAM,
Waldir Cardoso.
Uma reunião com representantes da ANS para apresentar os pontos
reivindicados para a negociação coletiva será solicitada nas
próximas semanas. Na pauta do encontro, estarão os critérios de
credenciamento e descredenciamento, reajustes e periodicidade nos
honorários médicos e de glosa.
Perspectivas para 2012
Durante a reunião, também foi feito um balanço do movimento ao
longo de 2011 e traçadas as perspectivas para 2012.
‘“Pretende-se, para o inicio de março, a realização da
reunião ampliada da Consu, na qual pretendemos enumerar os diversos
pontos de luta do movimento em 2012′”, explicou o
secretário geral da FENAM, Mario Antonio Ferrari.
Junto com os representantes do Conselho Federal de Medicina e da
Associação Médica Brasileira, que compõem a Comissão, o secretário
de Saúde Suplementar da FENAM, Márcio Bichara, considerou o ano que
se passou vitorioso, tendo em vista a realização e a adesão dos
médicos brasileiros a dois movimentos inéditos na área da saúde
suplementar, o que foi realizado em 7 de abril, que definiu a
paralisação nacional dos médicos no atendimento aos usuários de
planos de saúde, e o movimento de 21 de setembro, que penalizou,
também com um dia de paralisação,as operadoras que não aceitaram
negociar com os profissionais.
“Conseguimos unificar o movimento médico. Hoje estamos
afinados com as respectivas comissões estaduais e temos condição de
fazer um calendário para as ações do movimento. Então, em 2012
teremos muito trabalho pela frente, mas estamos muito mais
organizados em termos de estrutura e de comunicação. O ano será
muito profícuo para o movimento médico”, aposta o
dirigente.



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